Libras

Eu nunca me preocupei em contar para ninguém, mas acontece que eu sempre sonhei com o tipo de pessoa específica para mim, aquela que se encaixava em tudo o que eu gostava e imaginava. A qual eu conseguia vislumbrar até os momentos de tédio juntos, os passatempos criados quando longe um do outro na tentativa de diminuir a saudade. Imaginava tudo, desde a primeira troca de olhares, palavras, até o primeiro beijo, a primeira briga e a reconciliação. Sempre imaginei e sonhei demais, mas nunca cheguei perto de encontrar algo assim, ao menos não da mesma forma. Mas para minha sorte, no meio do caminho acabei encontrando algo melhor, mais intenso, mais real. Algo que não tenho coragem de enfrentar, de arriscar com medo de perder o tão pouco que conquistei. Sentado em minha cama, acorrentado ao medo e a incerteza, sinto a necessidade de correr, correr pra onde tu estiver. Ligo o rádio e coloco o disco daquela banda que aprendemos a gostar e que me faz querer socar as paredes ao lembrar de ti. Sinto vontade de escrever uma música tão boa quanto essa que ouço agora pra te descrever, mas não creio que exista melodia semelhante a algo tão bonito. Tenho vontade de colocar um lápis em minhas mãos e escrever um livro tão bom quanto a realidade que é te conhecer e desejar conhecer melhor, mas sei que nenhuma história poderia ser melhor do que a que eu criei pra nós. A saudade e o sentimento que sinto por ti é algo que nem eu mesmo compreendo, e pra ser bem sincero pouco me preocupo com isso, desisti de tentar compreender, é mais fácil apenas viver e sentir com toda força, enquanto ainda dá pra sentir.

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