Dois
Aquele velho homem que reside em mim, por vezes se encontra com aquele jovem, que há muito já se foi mas que ainda permanece num canto escuro da minha mente e nas profundezas da minha memória. Eles falam, falam e opinam. Mas a realidade é que nenhum deles sabe nada e mesmo assim eu os escuto, pois sei que no fim, depois da casca do meu ego, eles sabem tudo e muito mais do que eu jamais pensei e poderei saber.
Por vezes, quando o presente é pesado demais, eu corro da negligência e das infinitas possibilidades de um para a experiência e a segurança de outro, e vice versa.
É eu sei que é um caminho fácil, esse de fugir do presente, de nós mesmos, para tentar manter os problemas um pouco mais distantes.
Mas felizmente, uma única coisa eu sei, algo que nenhum deles sabe. Por mais que eu tente fugir, deixar os problemas de lado, nenhuma resposta para o meu passado e o meu futuro será melhor que enfrentar o agora, com muito mais coragem do que medo, mesmo que o medo aparente ser maior. Ele nunca é.
Eu sou.
Nós somos.
Sempre fomos e sempre seremos maior do que qualquer coisa que tente nos atingir e derrubar.
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