O fim do arco íris somos nós

Escrever nem sempre é tarefa fácil. Tem dias que as palavras fogem para longe, parecem inexistentes, nos sentimos analfabetos, meros cérebros ambulantes sem conteúdo algum além do necessário para sobreviver. E acredite, se manter vivo é complicado quando colocamos grande importância nas palavras, quando fazemos delas parte essencial da nossa vida, assim como a água ou o ar. Mas ao contrário desses dois, as palavras não são facilmente encontradas, compradas, elas surgem quando bem entendem, quando temos dentro de nós emoção e experiência viva o suficiente para transbordar e correr as linhas, preenchendo uma após a outra, até formar algo coerente e que nos faça sentido, bom o suficiente para que não nos faça sentir tentado a deletar todas as letras, deixando a página em branco de novo, antes que nossa mente grave o suficiente para lembrar. Mas nem sempre a culpa é da falta de experiência, às vezes é pelo excesso dela e pela falta de tempo para se concentrar em transformar uma tempestade de sensações em chuvas de verão, findadas por belos arco-íris.

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